domingo, 19 de março de 2017

Leonte, curral do Cubato, Mourô, Freza, curral da Raíz

Cartas militares: 30  e 31     Trilho GPS   
Distância:7,3 Km                  Duração: 04h50m      Dificuldade: Moderado

Caminhada com inicio em Leonte, num magnífico dia de sol, que nos iria levar a descobrir os currais do Cubato e da Raíz, passando por Mourô e pela Freza. Partindo de Leonte descemos um pouco pela estrada até apanharmos o trilho que nos conduz até ao curral do Cubato, o início do trilho está limpo, no entanto a pouco e pouco vai-se fechando, tornando-se difícil descortinar as mariolas, escondidas no meio da vegetação. A progressão até ao curral do Cubato é por isso mais lenta e requer bastante atenção para seguirmos o trilho. A partir do curral do Cubato, o trilho está muito bem marcado pelas mariolas e faz-se muito facilmente, à medida que vamos subindo vamos apreciando a paisagem envolvente, o Pé de Cabril e o Pé de Medela vão surgindo em diferentes ângulos, em múltiplos miradouros. Rapidamente chegamos a Mourô, ou Vidoal onde pudemos observar um conjunto de garranos, entre eles um pequeno potro que deveria ter apenas alguns dias, cenário bucólico enquadrado pela enorme mariola que caracteriza este magnifico prado. Daqui, em vez de seguir o caminho usual que segue em direção à Freza contornando-a, seguimos em direcção ao topo, aproveitando para almoçar no alto da Freza, com magnificas vistas, Pé de Cabril, Louriça, Pé de Medela, Albas, e o início do Vale da Teixeira, todos ali à mão. Findo o almoço, seguimos em direcção ao curral da Raíz, com o seu belíssimo prado e daqui seguimos pelo trilho que atravessa o ribeiro de Mourô e vai entroncar com o trilho que vem do prado de Mourô para Leonte onde terminamos o percurso. Percurso bastante acessível, exceptuando a subida inicial para o curral do Cubato, que nos permite disfrutar de belíssimas paisagens ao longo de todo o percurso.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Leonte, Mourô, Borrageiro

Cartas militares: 30 e 31     Trilho GPS   
Distância:12 Km                  Duração: 06h10m      Dificuldade: Fácil

Chegados a Leonte, a ideia inicial era ir até ao Borrageiro e daí seguir até à Rocalva pela Roca Negra, em direcção ao Conho. Rapidamente tomamos o bem conhecido trilho que nos leva até Mourô e daí seguimos até à Freza e Chã da Fonte. Aqui, já vimos que provavelmente teríamos que alterar os planos iniciais, a quantidade de neve que ainda existia do nevão da semana anterior era impressionante. Seguimos até ao arco do Borrageiro e daí até ao sopé do Borrageiro para constatar que de facto havia imensa neve e sem o equipamento adequado (polainas) se seguíssemos íamos ficar com os pés alagados, o que não é nada agradável. Assim, resolvemos dar umas voltas pela montanha e descobrir alguns miradouros ao longo do percurso,evitando os acumulados de neve sempre que possível. Almoçamos num desses locais, com a Louriça, Pé de Medela, Borrageiro I e II, à nossa volta, para depois iniciarmos o regresso. Aproveitamos para mais uma vez apreciar o belíssimo vale da Teixeira e algumas lagoas e cascatas que se formam nesta altura do ano, e regressamos novamente a Leonte.
Fomos agradavelmente surpreendidos pela imensa quantidade de neve na serra o que aliados aos múltiplos azevinhos característicos deste percurso fizeram deste um trilho com particular sabor natalício.

domingo, 30 de outubro de 2016

Tribela, Pinhô, Pradolâ, Vidoirinho, Rocalva, Amarela, Bicos Altos

Cartas militares: 31 e 44     Trilho GPS   
Distância:16 Km                  Duração: 07h10m      Dificuldade: Moderado

Caminhada com inicio na Tribela, seguindo pela ponte das Servas, Pinhô, Carvalhosa, Pradolã, Estreito, Vidoirinho até ao prado da Rocalva. Aqui chegados, foi tempo de retemperarmos forças e apreciar mais uma vez este magnifico local tendo a Roca Negra, a Rocalva e o Cutelo de Pias por companhia. Da Rocalva regressamos ao Vidoirinho aonde aproveitamos para reabastecer com a sua magnifica água e daí seguimos em direcção à Sesta da Amarela, miradouro deslumbrante, com alguns dos principais ícones do Gerês, Rocalva, Roca Negra, Coucão, Sombrosas, Porta Ruivas, Borrageiro I, e o vale do Rio Laço, todos ali à nossa volta. Após o almoço, desfrutando desta paisagem fabulosa, seguimos até ao prado da Amarela, com o seu frondoso Carvalho e daqui para o prado dos Bicos Altos, para seguir novamente até à Carvalhosa e retomar o percurso que nos conduz de volta até à Tribela. Excelente trilho, bem marcado pelas mariolas, que nos permite conhecer vários prados do Gerês e desfrutar de paisagens absolutamente fabulosas.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Trilho da Peneda



Carta militar: 09           Trilho GPS   
Distância:12 Km            Duração: 04h40m      Dificuldade: Moderado

Caminhada efectuada em meados de Agosto aproveitando um dia com temperaturas amenas, excepção aos dias de intensa canícula que se faziam sentir.
Voltamos a percorrer o trilho da Peneda, percurso que já tínhamos realizado há uns anos a esta parte,  desta vez optamos por não seguir até à branda da Bouça dos Homens, tomando logo o caminho que nos conduz de regresso montanha acima em direcção à Penameda. A caminhada foi realizada com chuva miudinha e nevoeiro, dando tréguas aos incêndios que flagelaram partes desta serra nos dias anteriores. O percurso segue maioritariamente por antigos carreteiros e caminhos de romeiros e é todo ele muito interessante, a paisagenm que se vislumbra na Chã do Monte, junto ao lago artificial, conhecido na região por pântano, é um ícone destas serranias. O nevoeiro levantou precisamente quanto chegamos à Chã do Monte, onde aproveitamos para almoçar e desfrutar do local, para de seguida seguirmos pelo bem conhecido trilho, já tantas vezes percorrido que desce intensamente até ao santuário da Nª Sra. da Peneda, passando junto à fraga da Meadinha, e daí seguir por estrada até ao parque de estacionamento onde tem inicio o trilho.
Trilho sinalizado, com de grau de dificuldade moderado que permite realizar uma caminhada muito interessante passando por belíssimas paisagens.

sábado, 11 de junho de 2016

Trilho da Vezeira de Fafião - Gerês-



Cartas militares: 31 e 44    Trilho GPS    
Distância: 25.7 Km            Duração: 10h10m      Dificuldade: Díficil

Inicio da caminhada cerca das 08h30, em Fafião, sendo os 1ºs Kms feitos por um estradão sempre a subir, onde recebemos a companhia de uma simpática cadela que fez questão de nos acompanhar durante todo o percurso. Findo o estradão e chegados a um planalto começa verdadeiramente o trilho. Optamos por efectuar o percurso que serpenteia a montanha a meia encosta através de um minúsculo carreiro. Este troço é verdadeiramente espectacular, mas requer perticular cuidado, sendo totalmente desaconselhável em dias com gelo ou elevada humidade, neste caso, a alternativa a cota mais elevada creio que será mais indicada. As vistas sobre as imponentes Sombrosas ou Porta Ruivas são impressionantes e à medida que prosseguimos a sua presença torna-se mais notória.
Rapidamente chegamos ao Porto da Lage, onde o rio com a sua represa, forma belas lagoas e convida a uns bons mergulhos, daqui até à Touça, local magnifico na confluência da corga do Salgueiro com o vale do rio Laço é um pulinho. A partir daqui começam as subidas e descidas que nos levam até à cabana das Fichinhas, com pausa prévia para almoço num pequeno miradouro sobre as Sombrosas. A subida das Fichinhas em direcção à Mourisca foi efectuada na hora de maior canícula o que exigiu um esforço considerável. Chegados ao topo, vemos a Roca Negra, a Rocalva com o seu verdejante prado e o Cutelo de Pias a espreitar ao fundo. Daqui, seguimos para o Vidoirinho, onde aproveitamos para abastecer com a sua magnifica água e rapidamente chegamos ao Estreito, para contemplarmos o vale do rio Laço,  por onde tínhamos passado da parte da manhã, bem lá no fundo. Seguimos para Pradolã, com as suas vistas priveligiadas sobre os Bicos Altos, Carvalhosa e descemos em direcção às lagoas de Fafião, para aí tomarmos a estrada que nos conduz novamente ao inicio do trilho. 

O percurso está bem marcado pelas mariolas, embora em alguns locais, dada a altura da vegetação, as mesmas não estejam visiveis, o que exige termos sempre bem presente a direcção a seguir.
É sempre subjectivo dizermos isto, mas o trilho da vezeira de Fafião é certamente um dos melhores trilhos do Gerês, duro e exigente quer pela sua extensão quer pelo acumulado de subida,
mas abolutamente imperdível a todos os que gostam da montanha e do Gerês em particular.

sábado, 30 de abril de 2016

Cascata do Arado, Corga do Arieiro, Roca Negra, Chã do Pinheiro, Arrocela



Cartas militares: 31 e 44    Trilho GPS    
Distância: 13 Km               Duração: 6h49m      Dificuldade: Moderado

Inicio de mais uma caminhada na cascata do Arado, seguindo para o Vale da Teixeira, dando para apreciar mais uma vez as lagoas e o seu verdejante prado. A seguir ao curral da Teixeira tem inicio a principal dificuldade do dia com a subida da corga do Arieiro. Aqui, muitas das mariolas estão ocultas pela vegetação e temos de enfrentar inclinações de cerca de 50% em grande parte do percurso, mas as paisagens que se vão observando à medida que subimos compensam claramente o esforço. No topo temos uma vista deslumbrante sobre todas as montanhas circundantes com o vale da Teixeira bem lá no fundo. Após o almoço com este cenário como pano de fundo, subimos à Roca Negra, onde temos uma vista priveligiada sobre a Rocalva, o Borrageiro I, Coucão e demais icones do Gerês. Daqui optamos por seguir o trilho pela linha de cumeada, através da Chã de Pinheiro até à Arrocela o que nos permite continuar a desfrutar de magnificas vistas em todas as direcções. Seguimos pelo sopé da Arrocela e regressamos novamente à cascata do Arado pelo bem conhecido percurso sobranceiro à corga da Giesteira. 

Este trilho, relativamente curto, permite desfrutar de paisagens soberbas sobre alguns dos mais belos recantos do Gerês, no entanto apesar de o classificar, em termos de dificuldade, como moderado, a subida da corga do Arieiro pode tornar-se bastante dificil requerendo particular atenção e alguma experiência na abordagem deste tipo de percursos.

domingo, 24 de abril de 2016

Minas das Sombras, Pico da Nevosa, Minas dos Carris



Cartas militares: 18 e 31      Trilho GPS   
Distância: 24,2 Km               Duração: 9h15m      Dificuldade: Difícil

Inicio da caminhada bem cedo, em Espanha, junto à capela da Nossa Senhora da Ermida do Xures que nos irá levar até ao Pico da Nevosa, passando pelas Minas das Sombras e as Minas dos Carris. A 1ª parte do percurso até às Minas das Sombras faz-se muito facilmente através de um trilho sinalizado que passa pela ponte de Porta Paredes e segue a partir daí serpenteando montanha acima, tendo sempre por companhia o Rio da Amoreira com múltiplas cascatas e lagoas. Depois das Minas das Sombras, tem inicio a 2ª fase do percurso, deixamos agora de ter a sinalização por companhia e temos que descobrir as mariolas que nos acompanharão daqui para frente. Esta parte do percurso inicia-se junto ao último edifício das minas e segue montanha acima até ao marco fronteiriço na Amoreira. À medida que subimos apreciamos as magnificas vistas sobre todo vale das Sombras e vamos observando o imponente Pico do Sobreiro. Com o curral das Albas ao fundo, seguimos em direcção à Lagoa de Carris e daqui até à Nevosa. Depois de um belo almoço, no cume em frente à Nevosa, com um cenário magnifico, atacamos a subida ao Pico da Nevosa que requer algum cuidado na parte final, mas faz-se muito bem. Chegados ao topo, estamos na montanha mais alta do norte de Portugal e as vistas são absolutamente deslumbrantes, além de todo o Gerês ao nosso alcance, vemos a Louriça na serra Amarela, Pitões das Júnias, as barragens de Paradela e Pisões e as várias montanhas do lado espanhol. No regresso passamos pela Lagoa de Carris, revimos mais uma vez alguns edifícios das minas, infelizmente, cada vez mais degradados e vandalizados e regressamos pelo mesmo percurso das Minas das Sombras. Este é um belíssimo trilho que nos presenteia com magnificas e variadas paisagens ao longo de todo o percurso mas bastante exigente, em termos físicos, pela sua dimensão e acumulado de subida.